Quinta-feira, 1 de Abril de 2010

"Robinson Crusoe" ....

Quando saímos para o Hall do teatro encontramos mais uma vez uma longa fila de pessoas, que entretanto se tinha formado, esperando conseguir os convites para as peças da tarde e noite.


Como já tínhamos visto o “Rei Édipo” estávamos mais ou menos certas que conseguiríamos convites para a outra peça da noite que também queríamos ver e que já está esgotadíssima há muito tempo ”Num dia igual aos outros”….


Mas infelizmente quando chegou a nossa vez na interminável fila, os convites para essa peça tinham acabado, deixando-nos claro um pouco tristes conseguindo só os da peça da tarde “Robinson Crusoe”.

 



Ainda dizem que as nossas salas de teatro estão vazias, que já ninguém gosta de assistir a boas peças de teatro, pois mas não foi mesmo nada disso que vimos no Teatro D. Maria II, aliás até comentámos uma com a outra que afinal as pessoas até gostam de ir ao teatro o problema é não terem condições para tal e quando surgem oportunidades como aquela as salas esgotam num instante.


Após um leve almoço e um ligeiro passeio pelo Rossio para ajudar na digestão, voltamos novamente ao Hall a tempo de ainda bebermos um café antes da peça.


Robinson Crusoe é uma peça dirigida a crianças mas ao mesmo tempo um pouco complicada de compreender, o que para nós se torna uma agradável tarde de divertimento e riso para os mais pequenos não é bem assim.


A peça conta a história de um certo Roberto Cruz que farto da sua vida na Europa, parte à aventura numa nave espacial com uma mala de roupa, alguns acessórios, ferramentas, livros, sementes e uma base de dados onde contem o ADN de todos os seres vivos do planeta. Sem se saber muito bem como, tem um acidente que o faz perder por completo a memória….


Começa então assim a sua história de sobrevivência que dura uns longos anos e onde todos os dias são sempre tão diferentes e repletos de novas descobertas…


Conforme vão contando a história os actores vão interagindo com o público principalmente com os mais pequenos, fazendo intermináveis perguntas de como cada um reagiria se de repente se visse numa situação semelhante.


As respostas eram tão engraçadas que nem sei se nos riamos da peça em si se das observações que os miúdos faziam, porque enquanto uns não poderiam viver sem a família existiam outros que não viveriam sem a Playstation, he he he …


Pelo menos deu para percebermos que tipo de “sociedade” temos ou melhor, que tipo de valores os Pais incutem nos filhos, afinal quem leva uma Playstation para uma ilha deserta não deve saber dar o devido valor há água que bebe ou até mesmo ao pão que come, enfim…..


Foi realmente uma peça super divertida e recomendo mesmo a que a assistam, nem imaginam o que aprendemos com as crianças, he he he …


publicado por CC às 16:02
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