Com a estreia da peça “Rei Édipo”, estreia também este ano a nossa “temporada” de idas ao Teatro Nacional D. Maria II, he he he he …
Como é nosso hábito gostamos de chegar cedo, mas acho que exagerámos desta vez, de tal maneira que deu tempo de beber calmamente um café e de nos passearmos pelo Rossio constatando mais uma vez que já não tem o “brilho” de antigamente e em certas ruas até dá mesmo medo passar, enfim fica a saudade…
Já no hall do teatro, enquanto aguardávamos comodamente sentadas, verificámos com algum espanto que a faixa etária que lá se encontrava naquela noite era a mesma que a nossa. “Incrível!!! Será que a peça vai esgotar com toda esta gente da nossa idade???” perguntámos uma há outra continuando a olhar em volta e a acreditarmos realmente que sim…
Afinal o vasto leque de actores era sem sombra de dúvida excelente, apesar de eu ser um pouco suspeita, por sem fã incondicional das representações de Virgílio Castelo e dos Artistas Unidos.
Mesmo um pouco reticente por ainda não ter tido a oportunidade de ver Diogo Infante em palco, rapidamente me convenceu com a sua fantástica representação.

“Rei Édipo” não é uma peça fácil mas aqueles fantásticos actores conseguem representá-la sem dificuldade e principalmente conseguem nos transportar com eles para aquela estranha época onde a crença nos oráculos divinos supera muitas vezes a palavra do próprio Homem.
Acompanhada com a Orquestra de Câmara Portuguesa é sem sombra de dúvida uma excelente ideia para uma noite de teatro, recomendo vivamente a que vejam caso tenham oportunidade, como é óbvio.
Agora tenham cuidado a escolher os lugares, sim porque se tiverem a minha sorte vão passar a peça inteira aos saltos no acento tal não foi a quantidade de pontapés e joelhadas que a menina de trás dava nas costas da minha cadeira …… realmente pensei mesmo que estava a ter um ataque …….
Que raio da mania de terem “bichos-carpinteiros” nos locais mais estranhos irrrrraaaaaaaaaa….. humpfff
Vislumbre
Gosto