
“Perante os espectadores de uma estreia, um encenador propõe aos seus actores uma improvisação a partir de uma pequena novela de Pirandello. Será esse o ponto de partida para um labirinto de dúvidas, incertezas e contradições que se desenrolam diante dos espectadores e anunciam a ficção da própria realidade. Segue-se aqui a triste história da família La Croce, numa cidadezinha de província, com a sua mãe casamenteira, filhas casadoiras, resignado pai que se entrega a delírios extra-conjugais, rapazes de arribação. Mas e a vida, o que foi, a não ser um sonho, dirá Pirandello, um sonho de teatro?
Fui devidamente avisada que iríamos assistir a um conceito de Teatro diferente. Realmente no inicio não percebi bem o porquê desta advertência mas com o desenrolar da peça tudo parecia diferente….
“Teatro dentro do Teatro”
Tudo me pareceu estranho, a peça em sim cativava o público quer pelos seus actores que se revolucionavam contra o encenador numa suposta improvisação, quer pela interação constante com o público que muitas vezes era mesmo chamado também a participar…..
A quantidade de pessoas que tinha em palco era fenomenal… muitas vezes perdia-me por não conseguir acompanhar o enredo ou simplesmente por achar que existia sempre gente a mais em cena…
No I Acto o riso é uma constante principalmente quando a conversa gira em redor da falta de Guião e de Textos para Decorar, ou seja faltava qualquer coisa aqueles actores que tão bem “improvisaram”…
O II Acto cingiu-se muito mais ao monólogo interpretado pela “Momina”, cuja vida para ela já lhe tinha fechado todas as portas, o seu sonho era cantar Verdi em grandes teatros, mas infelizmente acaba fechada em casa devido aos ciúmes do marido.
Eu adorei !!!!!!
Vislumbre
Gosto